terça-feira, 26 de maio de 2015

31 semanas de Alice: "Gracias a la vida..."


"Ela veio no sinal

Dividindo o bem e o mal
E eu coração ou o carnal
Entre chuvas e trovões
Arco-íris e canções
Alice"


Para muitas mamães, a contagem regressiva para o nascimento de um(a) filho(a) começa no momento em que descobre estar grávida. A minha aconteceu muito antes, embora, tenha priorizado por muito tempo outras esferas da minha vida. Eu desejava estar preparada para o momento em que a minha bebê viesse ao mundo (sempre me vi como mãe de menina). Queria ter concluído a faculdade, viajado, realizado outros pequenos sonhos e, principalmente, ter tido tempo para escolher (?) ou encontrar (?) o pai perfeito. 

E eu tive sorte. Deus, em sua imensa misericórdia, me presenteou com tudo o que meu coração desejava. 
E hoje, apesar de ver cada coisa em seu lugar, de sentir que a Alice não poderia ter sido concebida em um momento mais apropriado, senti medo. Faltam 60 dias para a sua chegada (talvez menos, já que optei pelo parto normal). Suas roupinhas já estão lavadas e passadas, o quarto pronto, o berço preparado para recebê-la. A malinha da maternidade e a lista do que levar, devidamente organizadas.
Esperei muito por este momento. Tenho apoio da família, um esposo paciente e amoroso, uma gestação sem sustos. E ainda assim, senti medo. 
Um sentimento de insegurança com relação ao parto, aos primeiros dias de vida dela, às mudanças que acontecerão na nossa rotina. Acordei apreensiva, pensando na responsabilidade que é ser mãe, cargo de uma vida inteira. 
Fiquei a manhã toda pesquisando na internet informações sobre as coisas que me preocupam, visando me acalmar e orientar. Foi assim que encontrei este documentário, disponível no youtube:


Após assisti-lo e me deparar com a realidade destas meninas de 13, 14 anos, tão frágeis, inocentes e carentes (no sentido emocional e financeiro), foi que me dei conta de quão injusta estou sendo com a vida, que me deu tanto. 
Não tenho razões para me desesperar, mas tenho muitos motivos para agradecer.
Sou grata, portanto, por tudo o que tenho. 
Que venha, minha pequena Alice.



Estamos prontos.





Um comentário:


"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)