segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

"Família êh, família ah!"

Eu sinto muito medo do futuro (e das pessoas) quando acompanho o noticiário brasileiro. 
Nasci na década de 80 e o que sei do passado, aprendi lendo ou ouvindo. Mas, pelo pouco que sei, as pessoas costumavam ser mais civilizadas, honestas e humanitárias num passado não muito distante. Toda vez que me deparo com uma manchete sangrenta, eu me pergunto: quem são os pais desta criatura?! A meu ver, a família é a grande responsável pelo que nos tornamos quando adultos. Entendo que todos nós somos dotados de caráter e personalidade. O primeiro é construído, através de exemplos e valores que aprendemos na infância. Já a personalidade, característica particular, é biológica, aquela que não muda, mas pode ser lapidada ao longo da vida. Sei também que muitas são as influências que afetam o desenvolvimento de uma criança, mas nenhuma delas é tão significativa quanto a família. Quando me refiro a família, estou tratando de uma unidade de pessoas em interação, com uma história e tarefas específicas, que formam laços de interesse e reciprocidade, independente do sexo de quem a compõe. E é este grupo de pessoas responsável por ensinar a criança valores como: obediência, respeito, lealdade, fidelidade, zelo, afeto, cuidado com o corpo, verdade, coragem, tolerância às frustrações, domínio próprio, gratidão, como lidar com as finanças, bondade, cortesia, etc.
Quando a família falha, a sociedade sofre. 

Que eu tenha sabedoria para educar e fazer de meu filho uma pessoa madura, ética e consciente, assim como meus pais fizeram comigo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário


"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)