segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Fotografia


Gosto de fotografia. Chega a ser mágico, depois de décadas, contemplar um momento feliz que foi eternizado em um retrato. Sem ela, talvez nem saberíamos da existência de determinados lugares ou pessoas. Lugares que quiçá nunca pisaremos, mas que conhecemos porque alguém fotografou. 
Como é bom voltar das férias e trazer um pouquinho dela gravada na câmera. Que maravilhoso contemplar uma foto antiga e ver o quanto crescemos e mudamos. Que sensação inigualável ter os amigos sempre por perto, ainda que no porta-retrato. 
Dizem, que ao morrer, um filme de nossa vida passa pela cabeça. 
Eu, particularmente, quero ter um álbum em minhas mãos para poder dizer: aqui sim, jaz Michele Pupo. Foi poeta e feliz. Morreu de tanto viver. Foi boba, relaxada e correu muitos riscos.

Viajou sozinha, viajou em grupo, contemplou entardeceres e amanheceres, subiu montanhas, nadou de roupa no inverno. Esqueceu o guarda-chuva de propósito várias vezes. Brincou e correu com crianças. Andou descalça. Fez amigos. Conversou com estranhos. Cometeu loucuras. Apaixonou-se muitas e muitas vezes. Divertiu-se no trabalho. Largou tudo por um sonho. Riu de si mesma. Comemorou aniversários. Jantou com os amigos. Gastou o último centavo com chocolate. Escreveu livros. Leu livros. E o melhor: registrou todos estes momentos.

Um comentário:

  1. Eu adoro tirar fotos. As pessoas ao meu redor costumam reclamar e me chamam de "a chata da câmera fotográfica", mas depois todo mundo gosta de ver... rssss

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)