segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Test drive: aprovado

Outro dia, li em algum lugar que, em determinado momento da vida, a gente descobre alguém que nos faz entender porque um relacionamento não deu certo com todos os outros. 
Sou suspeita para escrever sobre isso neste período. 
Primeiro, porque estou feliz Depois, porque também estou apaixonada. Meu julgamento, portanto, corre o risco de estar corrompido pelo colorido do momento.
Pode ser. 
Mas, depois de muita bordoada da vida, a gente vai aprendendo a separar o joio do trigo, como se diz no bom e velho discurso religioso. Com o tempo, ganhamos experiência e começamos a observar coisas que realmente importam. 
Todo mundo que procura um amor de verdade acaba por estabelecer alguns pré-requisitos para o seu candidato. Tem que gostar de literatura, ser comunicativo, saber fazer carinho, gostar disso ou daquilo. 
Tem gente que delimita até as características físicas. 
Todo mundo idealiza. 
Todo mundo sonha.
No entanto, poucos encontram o que desejam. Por que? Ora, quando se sonha, tende-se a exagerar nos anseios, afinal, esta é uma das poucas coisas livres e gratuitas da vida, não é?! E aí, quando o pretendente chega, o castelo de areia se desmancha. 
Mas e quando o contrário acontece? Quando o seu desejo se personifica em alguém totalmente palpável?
Caramba...
Aí você leva para sua família conhecer. 
Foi o que eu fiz. Pela primeira vez na vida. 
Decidir apresentar meu namorado para meus pais, representou, para mim, uma grande responsabilidade.
Em linha gerais, é a efetivação de que o namoro pretende ser algo sério e duradouro. 
E como é que a gente vai saber se existe envolvimento e sintonia suficiente para que isso aconteça?
Pois é. Aí é que entra aquela experiência adquirida com o tempo, que citei no início deste post. A vida nos ensina a constatar isso.
A conduta da pessoa. Seu círculo de amizades. A forma como trata os pais e a relação que tem com eles. O respeito com que ela lida com os outros e com você. Seus projetos de vida. Seu passado e a transparência com que fala dele. A naturalidade com que te levou para conhecer a família dele e a forma como fala de seu trabalho. A educação com que trata você ( e sobretudo com que trata os outros- afinal, uma pessoa que é gentil com você, mas não é com o garçom, não é, definitivamente, alguém educado.)

Foi o que eu observei. Foi o que me fez, assumir diante da minha família, que ele é importante para mim. Tão importante que lhes revelei um compromisso sério pela primeira vez.

Rolou ansiedade. Medo dele não gostar deles. Medo deles não gostarem dele. Medo das expectativas não corresponderem.

Mas, a depender do comentário final da minha mãe, tãoooooo sutil- só que ao contrário, né T.?!- risos- , temos a aprovação e a certeza de que ele está sendo recebido de bom grado por eles.

Como diz a Martha Medeiros: "Entre nós, terrestres, o sim é uma resposta rara. Na maioria das vezes, não há vagas, não querem editar nossos poemas, não temos fiador...O não é tão freqüente que chega a ser banal. Já o sim é transformador. O sim muda a sua vida. Sim, você foi selecionado. Sim, vamos patrocinar sua peça..."

Sim. Ela gostou dele. E se minha mãe gostou, gente... Bah...

(Cá entre nós, mãe é aquele bicho vidente que pressente as coisas, né? Mãe não deixa  a gente entrar em barco furado. )

Que sejamos felizes, pois.

10 comentários:

  1. parabéns pelo teu momento!!! Desejo infinitas felicidades! E, sim, mãe é vidente mesmo!! Se ela aprovou, pode confiar, Mi!!


    Tenha uma semana repleta de muita luz e paz!!
    Beijinhos!!♥

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    1. Mari

      A minha mãe costuma acertar. :)

      Obrigado pelo carinho!

      Beijos

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  2. Michele P.
    Saudades imensas deste seu espaço gostoso, descontraído e verdadeiro...
    Como vc está? Pelo que li, bem neh! Livro publicado, viagem realizada, namoro em andamento, como costumo dizer: Kraleo, que legal!!!

    Sumi por falta de opção, correira, acidentes, saúde e a porra toda acontecendo e a gente sendo atropelado!
    Perdoe esta pequena pessoa, relapsa, que sequer um comentário deixou nos ultimos meses..
    Mas t aqui, sempre lendo, me divertindo, me surpreendendo com seu delicioso jeito de se expressar e nos envolvendo com suas histórias vividas!
    um beijo enorme em teu coração! Ainda quero adquirir teu livro!
    Saudades...
    Cláudia

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    1. Clau

      Que gostoso foi ler este teu comentário! Fico feliz com sua visita e por saber que aos poucos as coisas estão se ajeitando na sua vida.
      Tenho um carinho grande por você e desejo sua felicidade, sempre.

      Um abraço

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  3. Que bacana ! Mãe sabe mesmo das coisas !!!! te desejo toda a felicidade do mundo ! e saiba que leio esses relatos com muita atenção, sou quase uma aluna por aqui, aprendendo detalhes que me ajudam sempre.... "mãe sabe das coisas", anotado ! =) Seja muito feliz !!!
    Beijos !

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    1. Alice

      Obrigado! Não sabe como me deixa feliz por me fazer saber que meus relatos tem alguma função-leitor. Obrigado!

      Abraço carinhoso

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  4. Ô Mii, que vocês sejam muito felizes viu. =D

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)