quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Para viver um grande amor...

Suponha que, em uma manhã qualquer você levanta (graças a Deus!), lava o rosto e escova os dentes, como é de costume. Passa a manteiga no pão, põe o leite no café. E vai trabalhar, estudar, malhar ou sei#lá #o#quê, como faz todos os outros dias. 
O tempo transcorre como sempre. Você vai ao banco, você almoça, você faz compras, você cansa. 
O dia tem tudo para terminar tão banal e comum como começou. Mas aí, por ironia do destino- que adora se divertir às nossas custas- você tropeça em alguém. 
Não podemos dizer que é um príncipe encantado, de loiros cabelos, olhos azuis e com cavalo branco, porque esta é uma história real e contemporânea. Mas, consideremos que é um tipo divertido, culto, atraente. 
Alguns cafés depois e vocês se sentem nascidos um para o outro. O namoro engatilha. Surgem os apelidinhos carinhosos- a que casal nenhum escapa.
E tudo caminha na divina paz celestial por cinco ou seis meses- que é quando começam a aparecer as primeiras imperfeições (afinal, até a paixão tem prazo de validade.)
E aí? O que vocês fazem quando o "felizes para sempre" dá sinais de que está para terminar?
Como resolver probleminhas como crises de ciúme, pouco tempo para a relação, dificuldade de comunicação, atração que esfriou?
Bem... eu não sou nenhuma especialista no assunto. Mas tenho acompanhado alguns casais felizes a minha volta. Tenho percebido também, que não existe fórmula milagrosa quando o assunto é convivência amorosa.  Contudo, noto que uma pitada de bom senso e outro tanto de companheirismo são importantes ingredientes quando se trata de manter acesa a chama de início de namoro.
Pensando sobre isso, resolvi listar algumas coisas que considero relevantes

1. Autenticidade

Mostrar suas fraquezas e defeitos desde o início, agir por suas próprias vontades e não apenas para agradar ao outro, me parece a melhor forma de fugir de uma relação superficial.
Se você consegue ser você mesmo(a), sem máscaras, nem enfeites, pode apostar: esta paixão vai longe...

2. Individualidade:

Ter um tempo para sair com os antigos amigos, para ir ao salão ou ao futebol sozinho(a) é fundamental! 
Casal que vive grudado o tempo todo é extremamente aborrecedor! Todo mundo precisa de algumas horas para respirar. 

3. Comunicação é tudo!

Ter liberdade para falar o que pensa, sem medo ou pudor de magoar é certamente a melhor maneira de resolver problemas e confusões.

4. Bons momentos e muito riso

Penso que uma relação deve ser pautada por momentos agradáveis a dois, regada com gargalhada e senso de humor. Isso é que ajuda a suportar as dificuldades do dia-a-dia.

5.  Sintonia 

Um casal, acredito, deve estar em sintonia desde os primeiros beijos. E não me refiro apenas a concomitância sexual, não. Falo de projetos de vida, de aspirações, de valores, de crenças.
Em uma dupla em que um ajuda o outro a crescer e a se realizar, a tendência a criar uma relação forte e saudável é cem vezes maior!

6. Surpreender!

Quem não gosta de ser surpreendido(a)? 
Acho maravilhoso receber elogios sinceros quando não espero por eles, dar um presente fora de datas, demonstrar carinho e atenção quando o outro não está bem.

7. Saber ouvir

Quantos casais não deixam o romance esfriar por não saber ouvir?
O trabalho, a família e os amigos, vez ou outra viram assunto de desabafo e nem sempre nossos (as) parceiros(as) estão dispostos a nos escutar, não é?
Pois eu penso que ceder os ouvidos ao menos algumas vezes na semana é obrigação, desde que isso não ocupe o lugar dos momentos destinados a diversão.


É isso. 
Para viver um grande amor, como dizia o meu Vinícius de Moraes, "não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito... peito de remador!"



POST SCRIPT: Relendo o que escrevi, fiquei me sentindo como aquelas redatoras de revistas femininas. Mas vocês hão de concordar que eu tenho lá um pouco de razão...



4 comentários:


"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)