segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Bocas


Bocas são sempre tão sensuais...
junte-se à elas essência e vinho,
volúpia, prelúdio, carinho 

silhuetas, nádegas e fascínio
e desvendarás a química secreta
a linguagem universal
o êxtase, a graça, o imoral.

Bocas são sempre tão sensuais
igual a elas ou um pouco mais
são os dedos de tatos cegos 
que em silêncio deslizam carícias
percorrem a nuca, sôfregos
rompem em abstrações e delícias.

Gozo maior não pode haver
do que este maravilhoso encontro
de lábios, dedos e coito,
mãos molhadas percorrendo o corpo.
Assim no momento em que a palavra é tudo 
ficamos estáticos, mudos
no cadente silêncio
com que crepitam-se os dedos.

(Pupo, Michele. Meus Devaneios. 1a. edição. Abril de 2012- Editora Multifoco- Rio de Janeiro)

8 comentários:

  1. Eita!
    Tá inspirada hein? rs
    Beijos querida!

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    Respostas
    1. Linda

      rs

      O poema é antiguinho. :)

      Obrigado.

      Beijos

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  2. Se o mar adormecer em desvario
    As ondas não mais se formarem
    Se as gaivotas se perderem do ninho
    As árvores mais altas tombarem

    Se o dia não encontrar a manhã
    As nuvens deixarem de chorar água pura
    Se as pedras da ilha roubarem a cor ao verde
    As tuas palavras deixarem de ser raiva dura

    Boa semana


    Doce beijo

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)