domingo, 2 de setembro de 2012

Quanta saudade você deixou...


E é sempre aos domingos que bate aquela saudade do meu grande amigo e conselheiro. Ah, vô... quanta saudade você deixou...
Chorei ao ler a justa homenagem feita pelo meu irmão. Pelas boas lembranças guardadas na memória e  sobretudo, no coração. 
Você faz falta.


A. A. Pupo In Memoriam
                                                               ( Por Fábio Henrique Pupo) 





Um carrinho,
um doce,
uma fazendinha,
um pirulito que fosse,
ou umas moedinhas,
no dia das crianças, 
no meu aniversário
ficava lá no armário
do coração a esperança:
e não restava dúvida
quando ali apontava
em um domingo, na esquina,
sob o sol, abaixo de chuva,
a silhueta conhecida
o andar que não titubeava
com a sacolinha sob o braço
o qual, baixo o sorriso do rosto,
logo se transformava em abraço.
E, depois, a expectativa
em terminar depressa o almoço
para ver o que continha
aquela sacolinha
verde de plástico
talvez um brinquedo mágico,
ou uma caixa de chocolate...
E agora, já crescido, porém,
quando aquela saudade bate
eu vejo que o presente maior
não estava no trem
de ferro e nem no trator;
era sim o abraço e o beijo tinto 
de vinho do meu avô,
in memoriam, nunca extinto
no meu rosto que já definha
nesta foto que já borrou...
 






2 comentários:

  1. Os genes Pupo no seu melhor.
    Há pessoas que permanecem sempre no nosso coração. Lembro também o meu com muita saudade mas acredito que está em Paz onde estiver. Beijinho

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  2. Só me restou aplaudir daqui.

    A família Pê é demais. Pelo que deu pra absorver do poema, isso tá no sangue.

    Bjs, Pê!

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)