quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Janelas

"Meu poeta eu hoje estou contente
Todo mundo de repente ficou lindo
Ficou lindo de morrer
Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de que..."

(Vinícius de Moraes)



Pela fresta da janela, o vento entra sem pedir licença. Um solzinho tímido divide a passagem, mas não impede que um arrepio invada a blusa de malha fina e provoque arrepios e contrações involuntárias.
Quem, até a semana passada, iria acreditar se disséssemos que Outubro ameaça chegar gelando nossos pés e implorando por cobertores, abraços fofos e xícaras de café?
Quem aí consegue crer que falta pouco mais de três meses para 2012 juntar as malas e partir para nunca mais?
Caio (o Abreu) disse certa vez que a vida é tecelã imprevisível e que apesar de bruta, é mágica. Não sei se a citação é exatamente assim, estou resgatando da memória. Mas o que ele quis dizer, eu sei. Sei porque porque vivo. Sinceramente, eu vivo.
Às vezes, por esta mesma janela por onde hoje passam o vento, o frio e o sol, eu enxergo nuvens carregadas. Em outras, um ipê iluminado que colore o chão de amarelo e me faz querer cantar.
Cecília Meirelles, que entendia de jardins como ninguém, garantia que o segredo é saber olhar
Ela sabia das coisas, aquela mulher.
Então é isso, põe alegria nesta cara. Põe colorido nesta janela. A vida é surpresa.
Quando a gente menos espera, a chuva cessa, o frio passa, aquilo que a gente espera, chega.
Vai por mim...

Boa quarta-feira.

Minha rua tem uma cor que é só minha...



2 comentários:

  1. Que linda a sua rua !!!! espero as manhãs ensolaradas, vou por você =P Beijos

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)