segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Entre o crepúsculo e o amanhecer é que nasce a poesia...

No silêncio da noite, uma vozinha miúda me chama pelo nome:
"-Deixa, Michele, de querer ser música, pintura ou poesia. Os cães latem e a casa está vazia... Põe para dormir tua agonia..."
Olhei para o relógio a tempo de ver que eu envelhecia. 
A voz do tempo, era quem me dizia.

............................................................................

Um livro é um museu de palavras desacordadas.

.............................................................................

Ferramentas de trabalho do poeta:

1 caixa de amanheceres
1 alicate de inquietação
2 martelos da insônia

...............................................................................

Um dia misturei minha coleção de palavras e publiquei um livro. 

..............................................................................





4 comentários:

  1. E eu adorei e estou esperando o próximo.
    Um beijo de meia noite.

    ResponderExcluir
  2. Sim, o tempo, o tempo...
    Mas há tempo para abrir a caixa
    de ferramentas e fazer poesia...

    ResponderExcluir
  3. Maravilha, querida!
    E nessa alquimia de misturar palavras e sentimentos tu é mestre.
    Beijonas e ótima semana, gatona!

    ResponderExcluir
  4. E eu continuo sem o ler.
    Tenho que me contentar por aqui né?
    Tenho a certeza que a mistura de colecção de palavras, está *****!
    Beijinho

    ResponderExcluir


"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)