sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Lamento

Corro,
coro
oro.
Ganho esta prece. 

Dizei-me algo
Senhor Deus dos desgraçados
dos desanimados
dos estressados!

É o canto da senzala
o canto escuro da sala
o desencanto de quem fala. 

Corro,
corro,
e passo corada
ouvindo o canto
desesperado
de Castro Alves na voz
do Caetano.
Sigo cantando.
Sigo de luto, 
lutando.


Este poema nasceu durante a minha corrida de hoje. Fiquei pensando no meu cansaço, no desânimo que bateu nos últimos dias, na vontade de desaparecer...


Nota: Minha referência é direta ao poema NAVIO NEGREIRO do Castro Alves, musicalizado por Caetano.

2 comentários:

  1. Lindo!lindo! lindo! lindo!
    Você já ouviu na voz de Bethânia? É qualquer coisa. Ela emenda com a música Índio de Caetano. Muito lindo ( o seu poema)
    Um beijo

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  2. Paulo

    Já ouvi sim e acho lindona!
    Um beijo

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)