quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ao moço do poema

Apalpo o poema.
O sorriso não poupo.

O tapa me escapa,
prendo-me ao tema.

Lasciva ou lisonjeira
é a pena do poeta?

Não sei. Nem vocês saberão.
Vago. Impreciso. Ou talvez não.

Matéria-prima ou rima?
Responda quem puder.

Eu, fico com o conciso
gesto impetuoso.

Umedeço pelo  apreço.
Não mereço, mas agradeço.

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)