sábado, 9 de junho de 2012

Obscura sorte

Há noites em que não posso dormir. Mil pensamentos povoam-me, pululam. Estranho formigueiro interior. 
Desde ontem uma imagem vem se repetindo em minha cabeça. Fecho os olhos e ela se deslumbra diante de mim. Impossível não sorrir. Tão real, tão palpável... Parece um sonho. Um sonho que se tem acordada. 
Durará pouco tempo a minha agonia? Será um vislumbre dos dias que virão?
Não sei. Não sei. 
Coisas estranhas acontecem. E eu me agarro às palavras, aos devaneios e desatinos da madrugada. 
Não sei se poderei dormir. 
Há coisas com as quais jamais deveríamos mexer...
Mas e se elas vem até nós?
O relógio abrevia a noite, mas as inquietações alongam-na.

2 comentários:

  1. "Em paz me deito e logo pego no sono"...
    Tenta tomar um leitinho quente com mel...
    bjsss

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)