domingo, 6 de maio de 2012

À flor, à cor, ao cheiro da pele...




Foto:Michele Pupo- 05/05/2012

No momento em que o êxtase é tudo
o corpo perde o recato
cometendo loucuras
que não se ousaria contar.


Refém do desejo:
pulso
ardo
queimo.


Há em mim um rubor
um arrebatamento
um espasmo
que não é de decência.


Eu não devia te dizer,
mas,
esta Lua, 
estes olhos,
este membro,
botam a gente atrevida
como o diabo.


Referência à frase: "Eu não devia te dizer , mas essa lua, mas esse conhaque, botam a gente comovido como o diabo" de Carlos Drummond de Andrade. 

2 comentários:

  1. Eita Michele, essa poesia comove e move, leva-nos a pensar que toda forma de amor é possível, seja ela indecente ou não... Não há olhar como o olhar da lua sob os ângulos do amor...

    Queria fazer uma poesia viva erótica de amor, em um luar amarelo e cheio... rs

    Abraços poetisa e fotógrafa, vou me inspirar lendo-te muito mais... ótima semana pra ti.

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  2. E com a lua e esse calor que vem de dentro e queima a pele enquanto as vermelhas bochechas me denunciam sem dó, venho apreciar mais um devaneio único em sua beleza...

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)