sexta-feira, 4 de maio de 2012

Deixem-nos gozar

A impureza dos belos e úmidos órgãos
perdeu-se com a história das pornografias.
   Hoje, explícitos, devassos, calientes e carnais  
 verdadeiros exploradores da sagrada geografia.

As pernas, os lábios, os membros
tudo reluz onde o amor não é pecado.
Por entre nádegas, afagos e línguas
o corpo suspira extasiado.

Na ausência da falsa perversão, 
a luxúria é sagrada 
os lábios sugam  sem medo 
o viçoso líquido conquistado.

Nas sinuosas curvas do seio
o membro prende-se malicioso
e os olhos de igual travessura
inflamam-se grandiosos.

Deixem-nos gozar.
Deixem-nos gozar.

10 comentários:

  1. Caliente...poema gostoso e ousado...
    Me perdi nas suas palavras. Devaneei...

    Beijos!♥

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    1. Mari

      Gosto de escrever poemas assim. :)

      Um beijo

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  2. Que coincidência, li ontem: http://www.casadobruxo.com.br/poesia/c/drumond17.htm

    Lindo, quem ousa conquista !

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    1. Alice

      Adoro os poemas eróticos do Drummond.

      Um beijo

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  3. muito expresso .. muito realista ... surreal faz a pessoa imaginar .. esses afagos .. nos pertubam e o subconsciente nos atiça ! pura nostalgia da beleza humana !

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    1. Attfield

      Sinal de que o poema cumpriu sua missão literária. :)

      Um abraço

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)