quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MicheGAYsses

Etimologicamente, o  termo GAY veio do inglês (gay = "alegre, jovial"). O vernáculo inglês colheu-o do francês arcaico (gui, com o mesmo significado) e este, por seu turno, obteve-o do latim tardio (gaiu, com semelhante sentido).
Na atualidade (leia-se a partir dos anos 80), como todos sabem, passou a designar pessoas que se sentem atraídas sexualmente por indivíduos do mesmo sexo/gênero.
Do ponto de vista pessoal, a palavra e o indivíduo GAY para mim sempre foi sinônimo de descontração, espontaneidade,  bom gosto, vaidade e beleza (ou você conhece algum que não seja cheiroso e engraçado?)
Tive e tenho amigos que se apresentam como tal e nunca encontrei nenhum problema em relacionar-me com eles. São animados, vestem-se com primor, nos dão dicas preciosas de beleza e falam o que pensam, sem se importar com o que os outros vão dizer.
Apesar de ter tido uma formação religiosa que opõe-se ao homossexualismo, sempre acreditei que cada ser humano é livre para decidir o que é melhor para si mesmo e nunca me incomodei muito com este assunto.
Contudo, percebo que este tema aflige muita gente, como se o fato de um homem gostar de outro homem fosse alterar alguma coisa no mundo. 
Não sou leiga e acompanho a discussão sobre a legalidade da união GAY, a adoção de crianças por pais do mesmo sexo e tantos outros direitos que são reivindicados. Como educadora, confesso que minha única preocupação refere-se ao segundo tópico, pois sei da importância que o papel masculino (Pai) e o feminino (mãe) tem na formação das crianças. Elas precisam desta referência (e há muito o que falar aqui, mas para não estender o post, vou deixar apenas uma referência e sugestão de leitura para quem se interessar: Família)
Mas, deixando isso de lado, pouca diferença me faz saber se a HOMOSEXUALIDADE surgiu para resolver o Complexo de Édipo (como garante Freud), como resultado da sobrecarga das energias animal e ânimus (Carl Jung), se é resultado de herança genética (Gleen Wilson), influência do meio ou forças contrárias enviadas pelo diabo. 
O que verdadeiramente me interessa, é defender que indiferente da opção sexual (e tem gente que vai me massacrar por usar este termo), toda criatura tem direito à vida, à felicidade e ao amor.
Se haverá alguma "punição divina" ou "distúrbio social"  desencadeado pelo número de pessoas se auto-denominando "gays" é outra história...
Por ora, deixemos que cada um viva a seu modo, da maneira que lhe parecer melhor. 

E outra: RESPEITO é bom e todo mundo, homem ou mulher, gosta.

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Nota: 

E mudando o rumo da conversa, vocês viram o caso da modelo que foi assassinada aqui na minha cidade? Fiquei assustada. Ela estava no mesmo barzinho em que estive com os amigos no sábado. É um lugar calmo e frequentado inclusive por famílias com crianças. É um caso isolado, já que nunca aconteceu no local  nenhuma situação de violência física, moral ou sexual antes. 



7 comentários:

  1. Tb concordo....em q a opçao, a vida sexual dos outros , interferem na minha vida?? Em nada. Quero mais
    é ver as pessoas serem felizes na forma que escolherem ser.

    E que o amor transforme nosso sentir, nossa vida e nos torne
    seres humanos melhores.

    Beijo

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  2. Mi, não acho que crianças precisem de referências masculinas e femininas. Acho que precisam muito mais de educação e de amor. Precisam que as ensinem o respeito, a generosidade e os princípios. E isso pode ser dado por duas MULHERES ou por dois HOMENS. Quantas pessoas criadas por casais heterossexuais foram criadas em famílias completamente desestruturadas?
    E concordo com o nosso amigo E.P. (Ele vai ficar chocado por eu concordar com ele em algo hehehe)... Não é opção sexual. Ninguém escolhe sofrer preconceito, ninguém escolhe ter de esconder o "amor" da família. Ninguém escolhe ter de enfrentar a justiça pra ter filhos.
    Preconceituosos têm o cérebro menor, Mi... Cientificamente provado!

    E bora ser feliz, meu povo! ;)

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  3. Margoh

    Se quisessem que fossemos todos iguais, não teríamos nascido uns mais altos, outros mais baixos, uns loiros, outros morenos...
    Homofobia me irrita.
    Deixem as pessoas serem felizes, né?

    Beijos

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  4. Mi

    O E. vai gostar desta prosa. :)
    Concordo com o que foi dito.
    Beijos

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  5. Esta é uma causa que me interessa mais do que a muitos gays que conheço.

    Parabéns a vocês, Pê e Mi, por terem essa consciência linda que possuem.

    Bjs do E.P!

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  6. Eraldo

    É por estas e outras que você está na minha lista de preferidos.

    Beijos

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  7. E tem aquela máxima, cada um dá o que é seu, portanto, não precisa de permissão de ninguém.

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)