sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Entre as muitas folhas soltas, um amor perfeito cai.

(Para ler, ouvindo:Je t`aime  {Ui... risos})

Sou um conto sem fim, a poesia que provoca, a melodia fecunda, a emoção e o prazer. Erotismo e sinais misteriosos. 
Contudo, dos homens que amei,  nenhum soube me ler.
Folhearam a contra-capa, ignoraram as entrelinhas, pularam as páginas. Interromperam a leitura no meio do caminho.
Pelos cantos fiquei, como a um clássico a que um leitor imprudente abandona na estante.
Tolos, foram incapazes de perceber as delícias que teimo em esconder.
Ensaios, tentativas perdidas! Observação vagabunda...
A química, a líbido,  a agitação literária... nada disso sentiram.
Permaneço plena e cheia de surpresas, a espera de que me decifrem.
Só não tentem me classificar. Detesto análise sintática.

Imagem do google

"Porque o livro é o corpo e
 a leitura, o espírito..."Bruno Bezerra

4 comentários:

  1. O melhor post que li essa semana.

    Demais!


    Beijos no Pê!

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  2. Mi, isso é bom. Deixe que os BONS leitores a interpretem. Muitos sabem ler; poucos sabem interpretar. A maioria está acostumada a contos simples ("pseudo-contos"). Esses não estão preparados para obras de verdade. E que assim seja. Imagine só, se qualquer pseudo-leitor pudesse decifrar suas preciosas entrelinhas? Deixe para os merecedores. Deixe para os bons leitores. Deixe para os homens DE VERDADE.

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  3. Eraldo

    Como fazem as adolescentes: dedico-te. risos

    Beijos

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  4. Mi

    Entrelinhas, metáforas e outras coisinhas... :)

    Beijos

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)