domingo, 17 de julho de 2011

Fica o dito pelo não dito

Com a página aberta e o pensamento a mil, tento, inutilmente, organizar as palavras. Mas elas fogem, escorregam da tela e voltam ao coração caladas como vieram...
É um processo doloroso esta luta com os vocábulos. Desgasta, arranha, belisca e fere a alma. 
Tem coisas que a gente quer dizer e diz. Contudo, há outras que ficam borbulhando, ganhando forma antes de serem paridas. 
Parto normal de palavras só acontece em situações espontâneas em que não há preocupação em se estabelecer entendimento. 
Quintana pregou uma vez que "quando alguém pergunta a um autor o que ele quis dizer, um dos dois é burro". Meu amado professor de literatura ia além... Afirmava que não existe a máxima "QUIS dizer...". O autor "diz e ponto." Agora, a forma como o seu leitor/ interlocutor vai entender, são outros quinhentos...
Concordo com ambos... mas incomoda-me o fato de que muitas vezes a interpretação que os demais fazem não converge com aquilo que foi dito.
Acredito que a bíblia é um dos livros mais "mal-lidos" do mundo, um dos maiores enganos da humanidade. E ouso, no auge do meu egocentrismo (e notem aqui a minha mais ácida pitada de humor), que o segundo no ranking é o meu BLOG. 
(Podem rir agora).

2 comentários:

  1. Michele
    ouso dizer que alguém vai achar esse post "lamentável"...rs
    Mas não liga não, acontece nas melhores famílias.
    Beijos querida

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  2. Márcia

    Ri com seu comentário, pois, coincidentemente, ele faz referência a um outro que me enviaram...rs

    É mulher, não é fácil esta vida de gaiteiro.rs

    Bjs

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)