sábado, 25 de junho de 2011

A morte do vocábulo

Tenho textos que já nascem mortos. Deixo-os abandonados no rascunho e nem me dou ao trabalho de tentar  uma respiração boca-a-boca. Ficam lá, sem os primeiros socorros.
Mas, às vezes, como agora, aparece algum leitor-familiar, para compartilhar das últimas horas.
Chega em silêncio, faz um carinho e senta do lado.
Eu peço silêncio, para que a dor da partida não seja maior.
Lemos, sorrimos um sorriso  triste e nos despedimos dele...
A vítima, geme suas últimas palavras:
- Morro feliz.

Dedico este texto a minha querida  amiga Mirella, a única que irá compreender o post. ;) rs

6 comentários:

  1. Os vocábulos morrem sim, mas também ressucitam
    renascem, ressurgem e voltam ao colo de seus criadores.

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  2. Era um texto tão bom... Tive o prazer de conhecê-lo e, definitivamente, não precisava morrer.
    Bom, ao menos nunca me esquecerei do deleite que foi apreciá-lo!
    Que Deus o tenha!

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  3. Adison

    Menino... teu comente daria outro texto! Sensacional!!!

    Bjs

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  4. Mirella

    Era um finado de causar inveja... mas tá no túmulo.
    Foi um texto de uma leitora só. ;)

    Que Deus o tenha!!!! rs

    Bjs

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  5. Cuidado! O tema sempre pode voltar. Que tal uma trilogia, antes de exterminá-lo? rs rs rs
    Sei que o papo era com a Mirella, mas não resisti...
    Um beijo grande

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  6. Paulo

    Tomara que não volte. É um tema triste. rs

    Beijos

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)