sexta-feira, 13 de maio de 2011

Folha ao vento

Pequena folha ao vento,
que a brisa do mar levou.
Retalhos de pensamento.
Assim me tens, assim eu sou.

Não sei ao certo para onde estou indo,
nem de onde vim... 
Desconheço o caminho,
 mas sigo por qualquer estrada cujo fim 
não seja morto e mudo.

Meu vôo é leve e deslizo.
Desfolho-me por quem?
Por quem for preciso
desde que me leve além.


Ouça-me:



4 comentários:

  1. Michele,
    Uma folha assim tem que ter bom poiso, pois não ergue barreiras para o desejável abraço à vida...

    Beijo :)

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  2. "Desde que me leve além."
    Perfeito, Michele!
    A cada dia me convenço de que estás escrevendo melhor e me tocando mais com as suas palavras.
    E o que sinto ao ler o teu poema é que realmente precisamos de relações - sejam elas quais forem - que nos levem além, nos façam melhores, nos façam sorrir com coisas simples e essenciais. Que marquem.
    Por que o que vale realmente nessa existência é tentarmos ser o melhor que pudermos. Para nós e para os outros.

    Um beijo de quem gosta muito de vir aqui! *.*

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  3. AC

    Exato! Senti saudades.

    Um bom final de semana.

    Bjs

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  4. Inaí

    Sim, para isso servem os amigos e amores. Para prender-nos ao chão bastam os outros! :)

    Obrigado pela visita. Adoro recebê-la aqui.

    Beijos e bom final de semana.

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)