quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Preciso ficar só.

Gosto do silêncio.
De ficar comigo mesma.
Gosto de apagar as luzes e trancafiar-me a sete chaves no meu mundinho.
Tenho necessidade de sentir minha respiração e de manter um contato íntimo com meus pensamentos.
Desacelero.
Estou cansada.
Medito.
Respiro.
Sinto.
Procuro.
Encontro-me.
Encontro-te.
E como a borboleta que após a metamorfose completa, eclode do casulo, levanto vôo em direção à novos campos, à novas rotas migratórias.

"Há algo de verdadeiramente mágico, na transformação de uma lagarta em uma bela borboleta. Mais que uma mudança, sugere mesmo uma transmutação. Algo bem profundo. Ao se fecharem em si, como crisálida, fecham-se para o mundo e isso permite toda essa transformação, que vem de dentro para a superfície. Elas bem guardam isso, como íntimo segredo. Dentro do casulo, acontece esse momento mágico, sutil que explode em rara beleza,´pois, entre as belezas e mistérios dos jardins, quem quer que tenha imaginado as fadas certamente se inspirou nas delicadas e graciosas borboletas." (J. R. Araújo, em http://www.ideariumperpetuo.com/borboletas.htm.)

Reedição. Publicado originalmente em 08/03/2010.

6 comentários:

  1. A solidão é até prazerosa quando é uma opção HAHA'

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  2. Sabe, apesar de achar a solidão um meio eficaz de contato comigo mesma, eu fico nervosa em ficar sozinha, comigo. A meditação me dá medo muitas vezes, pois a gente pensa que se conhece e, no final, a gente não sabe quema gente é e nem para o quê anda a viver.
    Respirar é tarefa difícil quando nos encontramos em um mundo tão doido com tanta coisa para fazer. Sentir que estamos respirando, me dá, muitas vezes um fio de esperança..e tranquilidade.
    Teu texto tem muito de todos.
    Um grande beijo!

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  3. Michele P.
    Comecemos do inicio, como sempre te chamo!(ok?)rs
    Linda....metamorfose, transmutação..."coincidências"...afinal, de que é feito a vida? Senão de casulos realizados em transmutações que vem de dentro, como bem disse vc..!?
    Adorei lhe conhecer e lhe ter cruzando meus dias...não permita que um simples "acaso" abale estruturas que podem ser fincadas para sempre...?Lhe peço...?
    Adoro lê-la...e to adorando tê-la em meus dias..Afinal, li ainda seu post anterior...mas FELICIDADE, é ter o que tenho, quando a leio e lhe sinto presente tbem em meu dia, me lendo!
    Perdoe o acaso..e essa sua nova amiga relapsa...sou pequena, e tenho medo de chuva...portanto...n me deixe só..?
    Bj grande....carinhoso...e fraterno em ti!
    Lhe admiro ainda mais hoje...és mui sincera!

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  4. Me lembrou Nietzsche. Ele faz uma análise sobre a necessidade de ficarmos sós até semelhante a tua.

    Bjs!

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  5. Na quietude. Tú encontras a imensidão de si próprio.


    Um beijo linda.

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  6. "Desacelero...
    Medito.
    Respiro.
    Sinto.
    Procuro.
    Encontro-me.
    Encontro-te"

    Quantas ações diferentes podem ser realizadas quando estamos sós...
    É como mergulhar na praia.
    Eu sempre vou à praia no inverno
    (o que no Recife não faz tanta diferença)
    fica tudo vazio, e é no vazio
    que eu posso me preencher em paz...
    adorei
    =}

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)