terça-feira, 12 de outubro de 2010

Devaneios... sempre eles...

Que coisa estranha é o processo de criação! Às vezes, sem nos darmos conta, as palavras surgem dentro de  nossas cabeças e nós tentamos desesperadamente passá-las para o papel. Porém, ao tentarmos, elas vão-se com a mesma simplicidade com que apareceram...
Agora a pouco, passei no blog Desabafos da alma (que é de uma pessoa maravilhosa e que considero especial) e li um texto tão espontâneo e franco, que as palavrinhas, tão conhecidas minhas, mas ao mesmo tempo tão rebeldes, posicionaram-se umas ao lado das outras formando este pequeno exército: 
"E o que é a vida afinal? Apenas um peça de teatro, onde cada um interpreta o seu personagem, da maneira como lhe cabe ou convém. Assim vamos vivendo, alguns bem, outros mal. O importante é que não abandonemos o palco, pois sem nós, a história ficará incompleta. " 
Elas saíram tão obedientes e sinceras, que não pude deixá-las de lado. Trouxe-as comigo.
Este trecho, com uma metáfora que muitos considerarão "batida", responde ao  meu próprio questionamento.  
Como devem ter percebido, há dias venho lutando contra mim mesma, contra aquelas vozes que soam em nossos ouvidos e nos perturbam com conselhos contraditórios. Alguns, assim como meu amigo Marcio Nicolau, podem chamar este processo de "ajuste interno". Não discordo. 
Cada indivíduo possui uma forma de se auto-conhecer, de responder aos seus anseios, de resolver seus conflitos.
A minha é escrevendo. 
Não sei dizer ao certo quando passei a escrever sobre as coisas que incomodavam, mas devo dizer que o hábito vem de muito tempo.
Fui uma adolescente tímida, fechada em meu próprio mundo, sem dividir com ninguém aquilo que se passava dentro de mim. Sofri muito com isso. 
O papel era meu companheiro. As palavras, minhas amigas. Era para eles que eu contava meus sucessos, fracassos e angústias. Minhas paixões e meus medos. Era nas páginas dos livros que eu encontrava refúgio.
Por isso do meu amor por estes volumes. Por isso do meu amor por este blog.
Sei que muitos devam considerar-me ingênua ou mesmo "vazia" (como já li aqui), por revelar-me tão abertamente neste espaço. Por abrir as portas de meu mundo interior e contar-lhes o que se passa comigo.
Peço desculpas aos que assim pensam. Faço isso, como quem canta ou como quem vai ao psicólogo. É a minha terapia. É minha forma de firmar-me como pessoa, com minhas idiossincrasias, minhas características tão pessoais.
Sou assim. 
E gosto daqueles que também são. Gosto de pessoas que sentem, que vivem, que são transparente. 
Gosto de quem realmente exerce seu papel de HUMANO.
Pois de superficialidades, o mundo já está cheio!

E tenho dito.
Ponto final.







8 comentários:

  1. É isso, minha querida!
    É Exatamente isso....por isso o meu Desabafos da Alma e por isso os teus Devaneios....para que possamos então, senão finalmente, nos posicionarmos pra nós mesmos....e para àqueles que nos entendem...
    Se não entendem...(Michele P.) é por que não sentem!!
    Obrigada pelo carinho! Senti sua falta nesses ultimos dias por lá!
    bjão

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  2. Michele,
    afinal não somos assim tão diferentes...
    uma pessoa vazia não se preocupa com o auto-conhecimento... que pretensão têm todos os que não se conhecendo a si mesmos (porque isso é tarefa bem difícil) ousam conhecer os outros, heim?
    beijo no coração

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  3. Amooooooooooooooo vc MI

    E TENHO DITO

    PONTO FINAL

    kkkkkkkkkkkkk
    kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    bjsssssssssssssssss
    FLORZINHA

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  4. Acho que eventualmente a gente consegue mover as palavras e outrora elas fazem isso sozinhas.
    Bom, atualizei meu blog http://lenjob.blogspot.com com cinco poemas novos novamente. Peço que visite http://castelodopoeta.blogspot.com porque é um Projeto Cultural bom pra todo mundo e quero a opinião de todo mundo. Abaixo poema. Se possível divulgue por gentileza.

    João Lenjob.

    Por Fim
    João Lenjob

    Sonho se vai
    Sonho fica
    A vontade aumenta
    O desejo permanece
    E nada acontece
    Sonho se vai
    Além do além
    E tristeza vem
    Com a esperança e sim
    Um querer bem mais
    Esperar mais
    Algo feliz por fim.

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  5. Cada um tem a sua forma de se procurar, de se conhecer...
    Michele, gosto da sua forma de o fazer.

    Beijo :)

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  6. Am postat pe blogul meu un link al acestui blog, va rog sa va revedeti si in romana!

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  7. Nisso nos parecemos, também me revelo nas letras, se é que me entende?! rsrs
    Blog é tudo de bom, né amiga?!
    bjs

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  8. Michele, sinto dizer: tuas palavras, às vezes, são desobedientes. Sabe por quê? Porque, mesmo quando você não quer, elas falam. E o que acontece? Eu ouço! rs
    Bom saber que não sou o único e que tem gente até na Romênia te ouvindo.

    Você é intensa e as palavras gostam de gente assim.

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)