quarta-feira, 16 de junho de 2010

Como se ama uma mulher- parte II

Com o passar dos dias, ela sentiu a falta dele. Do abraço, do carinho.
Também sentiu pena. Porque embora dizer "eu te amo" não fizesse parte do dia-à-dia deles, ela havia provado do sentimento e sabia que era verdadeiro.
Sim! Ele a amava!
Quando se deu conta disso, foi como se uma pequena brasa estivesse surgindo dentro de si.
Ligou o celular.
Uma descarga de mensagens surgiu.
A cada palavra lida, seu coração queimava ainda mais:

Sinto sua falta.

Minha vida não tem mais sentido.

Espero que você esteja bem.

Queria estar com você.

Eu amo você.

Nunca ninguém irá substituí-la.

Uma lágrima escorreu em cima do visor do telefone.

- 60 mensagens! 60 dias separados!
Ele não tinha deixado de pensar nela em nenhum deles!
Com as mãos trêmulas, digitou:
Tenho pensado em você. Também senti sua falta.
Sem pensar, clicou em enviar.
No mesmo dia eles se reencontraram.
Ao contrário daquele primeiro beijo que os uniu, este foi apaixonado, verdadeiro, humano.
Ela havia descoberto o amor.

2 comentários:

  1. Ual...

    Quanta carga de sensibilidade. ME lembrou um debate que estive fazendo no blog da Luna esses dias, a respeito da paixão e sua invasão em nós. Teu texto me lembrou isso.

    Bjs!

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  2. Humm, já passei por isso.
    E continuo passando, o que é melhor ainda.

    Beeeeeeeeeijo

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)