terça-feira, 4 de maio de 2010

Murphy, sempre ele...


Tem dias nos quais eu fico preocupada comigo mesma...
Na verdade, aflijo-me com as coisas que acontecem comigo.
É impressionante a facilidade com que me envolvo em situações constrangedoras em que, ou eu saio ferida, ou machuco alguém, ou quebro algo ou algo quebra-se em minha cabeça.
Acho que muitos de vocês devem lembrar-se do episódio mais recente, no qual, sabe-se Deus como ou porque, minha sala de aula foi invadida pelas chamas do que chamei de um "pequeno incêndio", que pela graça divina, entre mortos e feridos, salvaram-se todos.
Já ouvi várias pessoas defendendo-se e garantindo que a culpa de tão desastrosa ou estabanada existência é de Edward Murphy.
Ontem acabei por constatar que a máxima dita por este engenheiro aeroespacial americano tem fundamento. Ou seja, para mim a famosa frase "Se algo pode dar errado, dará errado da pior maneira possível, no pior momento possível" tem um significado bem claro e prático.
Estava eu iniciando o preparo de um "delicioso" jantar quando percebi que havia acabado o gás. Como mulher multifuncional que sou (e não havendo nenhum homem disponível naquele momento na casa), resolvi realizar a troca dos botijões.
Após várias tentativas frustradas para girar a borboleta que prende a mangueira e colocá-la no outro botijão, peguei uma chave própria para isso (em cuja embalagem estava as orientações).
Quando a coloquei e a prendi no lugar certo para girar, ainda tive tempo de ter um funesto pensamento: "Puts, se isso quebra..."
Mas impulsiva e teimosa que costumo ser com relação a meu poder intuitivo, continuei a pressionar a chave.
Apesar das força que coloquei no processo, a "coisa" parecia estar alheia ao meu esforço e não mexia-se nem por milagre.
Logo, já estava irritada. E este fato foi crucial no desfecho da minha história.
Coloquei toda o meu nervosismo no que estava fazendo e como consequência obtive o resultado não desejado, mas já esperado por qualquer pessoa mais racional que eu: a borboleta quebrou-se...
Tive que terminar o jantar no microondas, o que causou revolta em meus familiares, tendo em vista que a comida ficou em estado lamentável (palavras de minha mãe).
Resta-me saber o que farei para resolver o problema já que o "treco" está entalado no botijão até agora, e não vai nem para frente nem para trás e eu não faço idéia de como tirá-lo de lá...

4 comentários:

  1. Oi, Michele...
    Venho aqui de vez em quando, e saio sem comentar, mas hoje não deu!
    Quando esses acidentes acontecem comigo(e te garanto, acontecem muuuuito), simplesmente digo assim pro meu pai: - Não tenho culpa de ser uma menina(frágil) ,e ter que ficar fazendo "serviço de hominho"- é assim que chamamos aqui em casa.
    Ele sempre fica com pena e me ajuda...
    Quanto ao jantar, diga que sente muito e prometa um cardápio especial da próxima vez...sempre funciona comigo.
    bjs

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  2. Oi Flávia, fico feliz com a sua visita e em saber que sempre passa por aqui, mesmo sem comentar. Também já fui uma "leitora-fantasma" e sei que nem sempre temos tempo ou palavras pra expressar nossa opinião com relação a um post.
    Quando às dicas, agradeço. Vou usá-las nas próximas ocasiões.
    Hoje fiz uma lasanha e parece que fui perdoada...rs
    Ah, também já solucionei o problema da borboleta. rs

    Beijos e volte sempre!

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  3. "Magnífico é pouco"...rsrs

    Você é exagerada moça, mas fico magnificamente feliz com o elogio e as visitas!

    Quanto as experiências domésticas: "Faz parte..."

    Um bejo!

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  4. Seria trágico se não fosse cômico,
    deveríamos dar mais razão as nossas intuições, por vezes pressentimos o que pode acontecer de errado e nem uma nem duas vezes os desastres acontecem, eu por exemplo sou desastrado por natureza, enfim coisas desse genero fazem parte da minha vida.
    Bom texto x)

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"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)