segunda-feira, 8 de março de 2010


Gosto do silêncio.
De ficar comigo mesma.
Gosto de apagar as luzes e trancafiar-me a sete chaves no meu mundinho.
Tenho necessidade de sentir minha respiração e de manter um contato íntimo com meus pensamentos.
Desacelero.
Estou cansada.
Medito.
Respiro.
Sinto.
Procuro.
Encontro-me.
Encontro-te.
E como a borboleta que após a metamorfose completa, eclode do casulo, levanto vôo em direção à novos campos, à novas rotas migratórias.

"Há algo de verdadeiramente mágico, na transformação de uma lagarta em uma bela borboleta. Mais que uma mudança, sugere mesmo uma transmutação. Algo bem profundo. Ao se fecharem em si, como crisálida, fecham-se para o mundo e isso permite toda essa transformação, que vem de dentro para a superfície. Elas bem guardam isso, como íntimo segredo. Dentro do casulo, acontece esse momento mágico, sutil que explode em rara beleza,´pois, entre as belezas e mistérios dos jardins, quem quer que tenha imaginado as fadas certamente se inspirou nas delicadas e graciosas borboletas." (J. R. Araújo, em http://www.ideariumperpetuo.com/borboletas.htm.)

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