domingo, 14 de março de 2010

De como Hermann Melville salvou-me o dia...


Dias atrás escrevi sobre a "eficácia" de meu provedor de internet. Pois bem...
Hoje cheguei a conclusão de que muito pior do que uma internet lenta é a ausência total de conexão. E muito pior do que falta de ligação com o mundo é um domingo chuvoso, sem energia elétrica e uma gripe maldita que veio sabe Deus de onde! (Pragas?Castigo? heheh)
Tinha me programado para no período da manhã planejar as 17 aulas que terei que ministrar esta semana e a tarde ir com meu namorado visitar a cunhada dele e a bebê dela no hospital.
Logo após ter elaborado apenas 2 aulas, percebi que havia ocorrido um apagão.
Instintivamente olhei para o ícone do meu not e percebi que não demoraria para ficar sem bateria.
Pensei cá comigo mesma: "Relaxa criatura, logo a energia volta. Aproveite para descansar um pouco mais e tomar um remédio para ver se cura esta dor de garganta."
E foi o que fiz.
No entanto, já eram onze horas da manhã e nada de iluminação.
Para complicar ainda mais, ao invés de melhorar, parece que a minha dor resolveu aumentar e de quebra, vir acompanhada de tontura, tosse e palpitações na cabeça.
Tomada pelo desespero e estresse comum à minha pessoa,resolvi engolir mais uma cápsula de vitamina C.
Provei do almoço feito por minha mãe e gentilmente (e esforçadamente)lavei a louça.
Lá fora chuva que Deus mandava...
Nesta altura do campeonato (13:30h),impossibilitada de terminar (ou começar?) minha tarefa, abracei um livro na "mini-biblioteca" do meu irmão, uma barra de chocolate na cozinha, um ededron no quarto e corri para o sofá.
Não poderia ter feito melhor escolha!
Apesar de minha insaciável fome de leitura e da curiosidade que há muito me perseguia a respeito desta obra, até hoje não tinha tido a oportunidade de "saboreá-la" com o respeito que se deve.
Confesso que agradeci ao céu (ou a Deus?) por haver mandado a gripe, o raio e a chuva que interromperam a energia elétrica e livraram-me dos deveres (profissionais e sociais).
Que livro delicioso!
Já nas primeiras páginas senti o prazer da leitura agradável dominar o meu corpo(É certo que o chocolate branco com passas e castanha e a vitamina C ajudaram bastante, mas, nada como um jogo de palavras para rechear um bom texto... risos).
Mas como ia dizendo, Moby Dick é um daqueles livros dos quais você não consegue largar até que tenha chegado a última página.

Por haver transformado o que prometia ser um dia enfadonho em um domingo aconchegante, recomendo à vocês, meus caros, a leitura desta maravilhosa obra de ficção recheada de detalhes contados com o realismo e propriedade de um escritor que viveu muitas das situações descritas.
Vale a pena, garanto!




"Quem nos prova que a morte não é o verdadeiro começo da vida?" (Hermann Melville)

Nenhum comentário:

Postar um comentário


"Se você me lê será por conta própria e autorrisco." (Clarice Lispector)